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10 de julho de 2026 · Equipe Jefacil

iFood ou entrega própria? A conta que decide (e por que os dois juntos costumam ganhar)

Quanto custa de verdade cada pedido no app, quando a entrega própria compensa, e como não perder o controle do caixa usando os dois canais ao mesmo tempo.

entregas canais gestão guia

A pergunta chega assim: “vale a pena sair do iFood?”. E a resposta honesta é: depende de quem é o cliente daquele pedido.

Vamos fazer a conta com números, não com opinião.

O custo real de um pedido no app

Um pedido de R$ 50 no aplicativo, com comissão de 23%:

Pedido                    R$ 50,00
Comissão da plataforma  − R$ 11,50
Recebido                  R$ 38,50

Se o seu custo de mercadoria nesse pedido é R$ 30, sobrava R$ 20 e passou a sobrar R$ 8,50. A comissão não comeu 23% — comeu 57% do seu lucro. É essa a conta que importa, e é por isso que o percentual da plataforma sempre parece maior do que parece.

O custo real de entregar por conta própria

Também não é zero:

Entregador (diária ou fixo)   R$ 100 a 150/dia
Combustível + manutenção      R$ 20 a 40/dia
Total                         R$ 120 a 190/dia

Com 30 entregas no dia, dá R$ 4 a R$ 6 por entrega. Comparado a R$ 11,50 de comissão, ganha fácil. Com 8 entregas no dia, dá R$ 15 a R$ 24 por entrega — perde feio.

O ponto de virada é o volume. Faça essa conta com o número de entregas do seu pior dia da semana, não do melhor.

O que o app te dá que a entrega própria não dá

Seja justo com a plataforma. Ela entrega três coisas reais:

  1. Descoberta. Cliente que nunca ouviu falar de você abre o app com fome e te encontra.
  2. Pico sem custo fixo. No domingo à noite você não precisa contratar mais ninguém.
  3. Pagamento resolvido. Sem troco, sem calote, sem maquininha na moto.

O que ela não te dá: o cliente. O nome, o telefone, o histórico e a chance de fazer ele voltar sem pagar comissão de novo — isso fica com a plataforma.

Por isso os dois juntos costumam ganhar

O desenho que funciona pra maioria:

  • App = vitrine. Aceita o cliente novo, o pico, a madrugada.
  • Entrega própria = fidelidade. O cliente do bairro que pede toda semana ligou direto, e nesse pedido você fica com 100%.

A ponte entre os dois é o que você faz dentro da sacola: um cartão com o WhatsApp da loja e um motivo pra pedir direto na próxima (“10% no pedido direto”). É a coisa mais barata que existe e é o que transfere o cliente de um canal pro outro.

Cuidado só com as regras da plataforma sobre material promocional — leia o contrato antes de imprimir mil panfletos.

O risco de rodar os dois: perder o controle

Aqui é onde muita loja se enrola. Dois canais viram duas contabilidades paralelas:

  • Pedido do app cai numa tela; pedido do WhatsApp, num caderno.
  • O dinheiro do app não está na gaveta nem na conta — vem no repasse, depois, já descontado.
  • O dinheiro da entrega própria volta em espécie, na mão do entregador.

Se tudo isso for pro mesmo balde de “vendas do dia”, o caixa nunca fecha.

O mínimo pra não se perder:

  1. Pedido dos dois canais na mesma lista, com etiqueta de origem.
  2. A forma de pagamento do app separada das outras no fechamento — porque não é dinheiro que você já tem.
  3. O acerto do entregador em separado: quanto ele tem que trazer em espécie. Ver tele-entrega própria.
  4. No fim do dia, o mesmo relatório mostrando os dois lado a lado.

É com o item 4 que você responde, com número, a pergunta do começo — para o seu caso, não para “o varejo em geral”.


No Jefacil, os pedidos do iFood caem na mesma tela dos pedidos do balcão, com etiqueta de canal, e o Fechamento do dia separa a forma de pagamento do app do que entrou em dinheiro. A entrega própria vem inclusa em todos os planos. Teste grátis por 14 dias.