28 de julho de 2026 · Equipe Jefacil
Sistema para hortifruti: preço que muda toda semana e perda que come a margem
Hortifruti compra no CEASA, revende por peso e joga fora o que passou. Como cadastrar produto pesável, atualizar preço rápido, medir perda e não deixar a margem escorrer.
Hortifruti é o varejo com a maior distância entre preço de compra e preço de venda vigente. O tomate que você comprou na terça a R$ 4 pode estar a R$ 7 na sexta — e a caixa que sobrou vale zero no sábado.
Um sistema que serve pra sacolão precisa ser bom em três coisas: preço fácil de mudar, peso, e perda medida. O resto é acessório.
1. Trocar preço tem que levar segundos
Se mudar o preço do quilo do tomate exige abrir cadastro, editar, salvar e depois reprogramar a balança item por item, ninguém vai fazer — e a loja passa a vender no preço de ontem.
O que você quer:
- Alterar preço em lote, numa tela só, pros itens que mudaram no dia.
- Que a mudança reflita na balança e nas etiquetas sem retrabalho.
- Etiqueta de gôndola impressa na hora, mesmo sem etiquetadora dedicada. Veja etiqueta de gôndola sem etiquetadora.
2. Peso, e peso com tara
Quase tudo é vendido por quilo. O produto precisa ser pesável, com estoque em quilos e leitura da etiqueta da balança no PDV. Veja balança e código de barras no PDV.
Cuidado com o detalhe chato: caixa, bandeja e sacola contam peso. Se a balança não estiver com a tara certa, você está doando produto em toda venda — e nenhum relatório vai te contar isso, porque pro sistema a venda saiu certinha.
3. Perda é o indicador principal
Em hortifruti, perda de 5% a 15% é rotina dependendo do mix. O erro não é perder — é não saber quanto e de quê.
Registre a baixa por perda como um lançamento separado, com motivo. No fim do mês você consegue responder:
- Qual item mais perdeu (em valor, não em quilo — 10 kg de banana e 10 kg de folha não custam a mesma coisa).
- Se a perda concentra num dia da semana (quase sempre significa compra grande demais na véspera).
- Se o fornecedor A entrega produto que dura menos que o do fornecedor B.
Veja controle de validade e perdas.
4. A margem verdadeira desconta a perda
Essa conta é a que mais gente erra. Se você compra a R$ 4 e vende a R$ 6, parece 50% de markup. Mas se 12% da mercadoria vai pro lixo, o custo real do que você conseguiu vender subiu — e a margem é bem menor.
Regra prática: divida o custo pelo percentual aproveitado. Comprando a R$ 4 com 12% de perda, o custo efetivo do quilo vendido é 4 ÷ 0,88 ≈ R$ 4,55. É sobre esse número que a sua margem tem que fechar. Veja markup e margem e margem de lucro por produto.
5. Compra no CEASA nem sempre vem com XML
Muita compra de hortifruti vem com nota, e nesse caso importar o XML poupa horas de digitação e já traz custo pra dentro. Veja importar XML de NF-e do fornecedor.
Quando não vem, o lançamento manual precisa ser rápido — poucos campos, e com o custo atualizando o produto.
6. PDV que não segura fila
Sacolão tem pico. O PDV precisa fechar venda rápido, ler etiqueta de balança e continuar funcionando se a internet cair. NFC-e emitida sem travar o caixa. Veja PDV offline e como emitir NFC-e.
Checklist
- Alteração de preço em lote, refletindo na balança e nas etiquetas.
- Produto pesável, tara conferida.
- Baixa por perda com motivo, e relatório de perda por item.
- Margem calculada já descontando a perda.
- Importação de XML na entrada.
- PDV rápido, offline, com NFC-e.
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