26 de julho de 2026 · Equipe Jefacil
Sistema para loja de material de construção: orçamento, entrega e venda no atacado
Material de construção vende no balcão e pra pedreiro no preço de atacado, entrega em obra e trabalha com fiado de 30 dias. O que o sistema precisa ter pra dar conta dos dois negócios.
Loja de material de construção é, na prática, duas lojas no mesmo endereço: o varejo do consumidor que vem comprar cimento pro fim de semana, e o atacado do pedreiro, do construtor e da pequena construtora — que compra volume, negocia preço e paga em 30 dias.
Sistema que só entende varejo te obriga a fazer o segundo negócio na calculadora e no caderno.
1. Preço diferente pro mesmo produto
O saco de cimento tem um preço no balcão e outro pro cliente que leva 50. Isso precisa estar no sistema, não na cabeça do vendedor.
Duas mecânicas resolvem quase tudo:
- Faixa de preço por quantidade: comprou acima de X unidades, o preço cai automaticamente.
- Tabela de preço por cliente: o construtor cadastrado tem a tabela dele, e o PDV já aplica quando ele é selecionado na venda.
Sem isso, o vendedor dá desconto no olho — e o desconto no olho é o vazamento de margem mais comum do setor. Veja tabelas de preço e atacado e varejo no mesmo PDV.
2. Orçamento antes da venda
Obra pede orçamento. O cliente leva, compara, volta (ou não) três dias depois. Se o orçamento não existe no sistema, o vendedor refaz tudo — e às vezes com preço diferente do que prometeu.
O que resolve é um pedido de venda em rascunho: você monta com os itens e o preço acordado, imprime ou manda pro cliente, e quando ele confirma vira venda com um clique — sem redigitar nada. Veja pedido de venda.
3. Entrega é parte do produto
Ninguém leva mil tijolos no carro. A entrega faz parte do que você vendeu, e precisa aparecer no sistema com endereço, data e status — senão o controle da rua vira telefone.
E o valor do frete precisa entrar na venda como uma linha própria, pra não bagunçar a margem dos produtos. Veja pedido de entrega.
4. Fiado de verdade, com limite
O pedreiro compra hoje e paga quando recebe da obra. Isso é fiado — só que com valores grandes o suficiente pra quebrar a loja se sair do controle.
O mínimo: cada cliente com limite de crédito, o PDV bloqueando quando a nova compra estouraria o limite, e só o gestor autorizando o estouro. Mais parcelamento, porque “30/60/90” é o padrão do setor. Veja controle de fiado e limite de crédito.
5. Unidade de medida que faz sentido
Areia em metro cúbico, cabo em metro, tinta em litro, cimento em saco. O cadastro precisa aceitar unidade por produto e quantidade fracionada — 2,5 m de cabo é uma venda normal, não um caso especial.
6. NF-e pra empresa, NFC-e pro consumidor
O consumidor final leva NFC-e. A construtora precisa de NF-e com os dados dela pra se creditar. Os dois têm que sair do mesmo sistema, sem você trocar de tela ou de fornecedor. Veja NFC-e ou NF-e.
7. Estoque de item pesado é onde some dinheiro
Cimento, areia, brita e vergalhão são itens de alto valor acumulado e alta rotatividade. Um inventário periódico e alerta de estoque mínimo evitam tanto a falta na hora da venda quanto o furo que ninguém explica. Veja como fazer inventário.
Checklist
- Faixa de preço por quantidade e tabela por cliente.
- Orçamento (pedido de venda) que vira venda sem redigitar.
- Entrega com endereço, status e frete na venda.
- Fiado com limite de crédito, bloqueio e parcelamento.
- Unidade e quantidade fracionada por produto.
- NFC-e e NF-e no mesmo sistema.
O Jefacil foi feito pra quem vende no balcão e no atacado ao mesmo tempo: tabela por cliente, pedido de venda, entregas, fiado com limite e emissão fiscal nativa. Teste 14 dias grátis, sem cartão.